Secretaria de Desenvolvimento Econômico faz balanço das ações e planeja 2020

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia do Pará (Sedeme) articula estrategicamente iniciativas distintas para ampliar a competitividade da economia paraense para a maior geração de renda e empregos no território paraense.

“Trabalhamos para retomar o crescimento econômico e superar o discurso da crise. Queremos recuperar a esperança e a autoestima do Pará, fomentando à economia paraense para um novo patamar de competitividade e desenvolvimento econômico e social”, destacou o titular da Sedeme, secretário de Desenvolvimento Econômico do Pará, Iran Lima, sobre as ações em curso e já implementadas, e de olho, nos projetos prioritários para 2020.

Na prática, nos primeiros 12 meses de trabalho, em 2019, a Secretaria atuou na retomada de articulação com o setor produtivo sem distinção de trato e apoio institucional a pequenas, médias e grandes empresas, com foco na atração de novos investimentos para o Estado. Alguns exemplos são o suporte e a assistência a Arranjos Produtivos Locais (APLs) bem como o auxílio às Micros e Pequenas Empresas Paraenses, fortalecendo o Fórum Estadual Paraense das Micros e Pequenas Empresas do Pará (Femep), o que amplia o protagonismo do cidadão empreendedor que no seu dia a dia cria, inova e transforma.

Confira algumas das principais iniciativas da Sedeme em 2019

A Sedeme tem focado no desenvolvimento de iniciativas em áreas de interesse mútuo, a fim de fomentar e financiar as oportunidades econômicas no Pará. Esse é o propósito da parceria formalizada entre a Secretaria e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação, que tem trabalhado para divulgar sua carteira de exatos R$ 5 bilhões de reais para investimentos em soluções tecnológicas para empresas e universidades na região amazônica.

O titular da Sedeme, secretário Iran Lima, frisou a importância de se garantir a atratividade de negócios. “O investimento no Pará movimenta a economia, automaticamente vira massa salarial, desenvolvimento econômico, consumo, e virou consumo vira impostos, melhora a arrecadação do Estado para que o Estado possa atender às necessidades da população’’, observou Iran Lima.

Empreendedoras dos ramos de alimentação, artesanato, costura, com ampla evidência no público assistido nos territórios do Programa Ter Paz, as mulheres e os homens, chefes de família, vêm sendo beneficiados pela parceria entre a Sedeme, o Banco do Estado do Pará (Banpará), a Secretaria de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), e o Serviço de Apoio às Micro e Pequena Empresas do Pará, em capacitação para o empreendedorismo e gestão de seus segmentos econômicos específicos.

Entre as ações, destaque para o crédito “Empodera”, oferecido pelo Banco, num incentivo exclusivo do Programa Mulher Paraense lançado pelo governador em março de 2019, e também às oficinas e palestras para as boas práticas de manipulação de alimentos e gestão de negócios. O crédito se volta para quem quer investir em pequenos negócios, sem burocracia. Há R$ 7,5 milhões de recursos próprios do Banpará para esse fim.

A lógica da atuação da Sedeme, Banpará, Seaster e Sebrae no âmbito do Ter Paz é a ação em rede no eixo do “Empreendedorismo’’, na medida que o Banpará oferece o “Empodera’’ e aprova sua liberação, a Sedeme, a Seaster, e o Sebrae trabalham na qualificação para os negócios.

Em agosto de 2019, a Sedeme e o Banco do Estado do Pará (Banpará), com o apoio do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Pará, lançaram o Programa Parcerias pelo Pará – Agenda do Desenvolvimento, Emprego e Renda. A iniciativa é dirigida à administração pública municipal, às empresas, indústrias e empreendedores da Região  Metropolitana de Belém (RMB).

Planejado para rodar as 12 regiões de Integração do Estado, o “Parcerias pelo Pará’’ já levou rodadas de palestras, serviços e atendimento direto ao setor produtivo e empreendedor das regiões de Integração do Guajará, de Carajás e do Baixo Amazonas. Na pauta, as políticas públicas do Governo do Pará para o fomento das oportunidades econômicas, a exemplo de linhas de financiamento, de crédito, legislação de incentivos fiscais, programas de qualificação profissional e simplificação de procedimentos e negócios nos municípios.

Crédito do Produtor

O Crédito do Produtor, formado pelo Governo estadual e a Vale com a gerência financeira do Banpará, é um instrumento financeiro que viabiliza a Indústria, Comércio e Serviços, a partir de financiamento para novos e projetos já implantados. Ele financia da pesquisa básica à preparação do produto para o mercado.

Fomento à cadeia da fruticultura

Açaí – Fortalecimento da cadeia do açaí e a verticalização da produção da polpa do fruto do açaí são destaques da pauta da Sedeme, com ações diversificadas que vão do tratamento diferenciado de tributos para a industrialização ao estímulo à produção agregada.

Cacau – Estímulo às oportunidades econômicas protagonizadas pelo cacau, chocolate, flores e joias genuinamente paraenses, seja pela realização de eventos ou resoluções de parcerias e cooperação para avanço dos segmentos em toda a Amazônia.

A Sedeme desenvolveu uma concepção inédita de fomento às cadeias do cacau e do chocolate, promovendo uma sequência de oito Minis Festivais de Chocolate, Flores e Joias da Amazônia, associando à produção do cacau e do chocolate à floricultura paraense – incentivada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap) e ainda as  joias e biojoias genuinamente paraenses, desenvolvidas por designers e produtores que integram o Programa Polo Joalheiro, do Espaço São José Liberto, órgão vinculado à Sedeme.

Os Minis Festivais, em questão, crescem em evidência junto ao consumidor da Grande Belém, resultando em bons negócios aos produtores das cadeias econômicas trabalhadas, referimo-nos tanto aos produtores de cacau, como de chocolate fino (industrializado) e flores e joias.

Em setembro de 2019, Sedeme e Sedap promoveram o Festival maior dos segmentos, em questão, cujo resultado não poderia ser melhor. O Chocolat Amazônia 2019 – VI Festival Internacional do Chocolate e Cacau e 18º Flor Pará superaram as expectativas de público e de comercialização. O evento realizado no Hangar- Centro de Convenções da Amazônia, em Belém, de 19 a 22 de setembro, ultrapassou 35 mil visitantes e movimentou aproximadamente R$ 15 milhões em negócios durante as feiras de chocolate, flores e joias. Além disso, gerou negócios de R$ 7,6 milhões exportação de amêndoas de cacau.

Durante os quatro dias, o evento reuniu 94 expositores, 32 marcas de chocolates de origem, equipamentos para processamento de chocolates, flores tropicais cultivadas na Amazônia, além de uma programação variada com ciclo de palestras, rodadas de negócios, concursos de amêndoas de cacau e chocolate, workshops de gastronomia com chefs de cozinha renomados, exposição de bolos decorados e esculturas de chocolate, oficinas de arranjos florais e ainda atividades para crianças. Estiveram presentes marcas de chocolate de origem da Bahia, Rio Grande do Sul e da Amazônia, cooperativas, bombonzeiras artesanais do Pará e estandes de joias criadas e produzidas por designers e microempresários do Programa Polo Joalheiro do Pará. Texto: Ascom/Sedeme. Foto: Agência Pará.