SEDEME | Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia
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O Momento atípico que o mundo vive em função da pandemia causada pelo Novo Coronavírus, tem causado reflexos negativos ao setor econômico. Pensando nisso é que A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia do Estado (Sedeme), realizou, durante a terça-feira (18), uma transmissão ao vivo com a participação de representantes de entidades bancárias atuantes no território paraense, com o intuito de apresentar possibilidades de recursos financeiros ao Arranjos Produtivos Locais (APLs) como empreendedores e produtores rurais. O evento está disponível aqui. 

 

“Eu acredito que o momento que a gente vive hoje na economia mundial nunca foi previsto, o maior especialista não conseguiria prever o que estamos passando nesse momento em relação as questões econômicas, as questões produtivas, as cadeias produtivas também. Esse evento vem para mostrar que as parcerias são a chave para que a gente possa alavancar a nossa economia e auxiliar os produtores e empreendedores nesse momento de crise. ” Explica Rafaela Pimentel, mediadora da transmissão e Coordenadora de Arranjos Produtivos Locais (APL’s) da Diretoria de Desenvolvimento Industrial, Comércio e Serviço (DDICS), pertencente a Sedeme.

 

 

 

Alderglan Teles, superintendente executivo de governo da Caixa, no Pará, falou sobre a transformação na forma de atendimento que foi necessária para continuar prestando assistência ao público durante esse período, principalmente nas regiões mais distantes e de difícil acesso, como o Marajó. Em sua apresentação, ele mostrou as adaptações nas ações bancárias como a redução nas taxas de juros, pausas nas operações estendendo prazos de pagamentos, parcerias com outras instituições como o Sebrae, para gerar ainda mais meios de socorrer o setor empresarial e, os canais digitais criados para facilitar a negociação do cliente com o banco, evitando dessa forma o deslocamento das pessoas e exposição a Covid-19. “Tenho certeza que a revolução que a Caixa fez, do ponto de vista tecnológico, com linhas de crédito, com atendimento, são coisas que vieram para ficar e, da mesma forma o nosso cliente, o nosso empresariado, o nosso comerciante, a nossa pequena indústria tem feio esse movimento, tem se adequado, tem se adaptado a nova realidade. Os números do Estado do Pará deixam com que a gente possa perceber o crescimento que está acontecendo no emprego, isso é uma sinalização extremamente positiva e isso faz parte de todo esse contexto. ” Observa Aldergan.

O financiamento de estudos e projetos foi outra forma de financiamento abordado na transmissão, através da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), que é uma empresa pública, ligada ao Governo Federal, que trabalha o fomento à ciência, tecnologia e inovação em empresas, universidades, institutos tecnológicos e outras instituições públicas ou privadas, sediada no Rio de Janeiro. O porta voz da empresa foi o Rodrigo de Lima, gerente adjunto de departamento regional do Norte, que mostrou uma visão geral sobre os critérios, condições, delimitações e aplicação de recursos do financiamento. O Destaque foi para a modalidade de recursos não reembolsáveis, isto é, recursos que a empresa cede e, se aplicado em um projeto desenvolvido, não é preciso devolver, é o que, tecnicamente, é chamado de subvenção econômica à inovação. Segundo Rodrigo, atualmente existem alguns subsídios desta modalidade em aberto, a primeira para materiais avançados no valor total de R$5 milhões para micro e pequenas empresas, e mais R$5 milhões para médias e grandes empresas. Os projetos podem ser enviados a Finep até o dia 14 de setembro. “Outro recurso não reembolsável que também está disponível é o Programa Finep 2030 empresarial, para projetos no setor automotivo, com solicitações que vão de R$200 mil a R$3 milhões”, finaliza Rodrigo de Lima.

O Governo do Estado também esteve presente no evento, por meio do Banco do Estado do Pará (Banpará), apresentando as oportunidades de créditos criadas aos paraenses durante a pandemia e as que já existiam e foram otimizadas, com ênfase ao Fundo Esperança, que já possibilitou o acesso financeiro de mais de R$150 milhões para cerca de 65 mil micros e pequenos empreendedores, trabalhadores informais e da economia criativa “O diferencial do Banpará é que temos o foco no desenvolvimento do Estado, e eu não vou fazer esse desenvolvimento pura e simplesmente com crédito, eu vou fazer esse desenvolvimento oferecendo e dando oportunidade de “bancarização” inclusive para quem não está no mundo digital, o que ainda é a realizada de muitos” destaca Cindy Ornela, superintendente de desenvolvimento econômico e social do Banco, ao explicar a importância de desburocratizar e de que as ações sejam acessíveis a todos. O Banco estadual, hoje, está presente em 75% do território paraense com 127 agências bancárias e 34 postos distribuídos em 109 municípios nos 5 polos regionais. Atualmente o Banpará possui linhas de créditos que estão abertas para MEI’s, Pessoas Jurídicas e Produtores rurais, todas adaptadas para atender a demanda urgente que foi gerada devido a pandemia. Os canais de atendimento do Banpará também foram ampliados e podem ser encontrados por meio do site, portal, call center, Sac, Internet Banking, além das redes sociais.

 

 

O Banco da Amazônia (Basa), representado pela gerente Leila Oliveira, apresentou sua estratégia voltada ao atendimento dos ramos mais prejudicados financeiramente com a interrupções de diversas atividades devido a pandemia, dando ênfase ao produtor rural. O Basa tem forte atuação no campo e “Dos Estados do Norte, o Pará é o que possui três superintendências regionais, com 42 agencias, onde dentro do Estado nós representamos 73% de crédito de fomento aplicado pelo Banco da Amazônia” explica a porta voz ao detalhar a atuação do Basa em nossa Estado e a importância dele para a viabilização do prosseguimento do trabalho dos APL's..

Sistemas de crédito cooperativo foram outros meios de recursos monetários mostrados no evento online. Emerson Viana, assessor de negócios do Sicredi (Sistema de Crédito Cooperativo) trouxe soluções financeiras para o agronegócio através de empréstimo de custeio, investimento, comercialização e industrialização voltados para feiras, cooperativas, industrias e mercados. Já o Sistema de Cooperativas de Crédito (Sicoob), considerada um dos maiores sistemas cooperativos do Brasil, fez um resumo do portfólio de produtos e serviços que possui, voltados também aos arranjos de produtores locais, com mais de 100 linhas de créditos. “Gostaria de agradecer a sedeme e ao Governo do Estado do Pará, pela oportunidade de levar informações importantes sobre as instituições financeiras aos setores produtivos da região. Muitas vezes falta um canal como esse que a secretaria organizou, para levar ao conhecimento da população aquilo que as instituições financeiras já têm em seus “cardápios”, finaliza Lucas Gelain, diretor presidente do Sicoob Transamazônica, ao parabenizar o Governo do Estado pelo espaço e iniciativa.

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